‘Prédio torto’ é novamente interditado pela defesa Civil
Conhecida popularmente como “construção ondulada” ou “prédio torto”, a estrutura abandonada no bairro Itacolomi, em Balneário Piçarras, voltou a ser alvo de medidas do poder público. Com o passar dos anos, a construção, que nunca foi concluída, ficou totalmente irregular às margens de uma das principais vias da cidade.
O imóvel fica na avenida Nereu Ramos, esquina com a rua Tainha, nº 4119. A obra, que seria um prédio residencial, foi interditada pela terceira vez pela Coordenadoria de Proteção e Defesa Civil do município por razões de segurança.
A nova interdição aconteceu após denúncias e a constatação de que o imóvel continua oferecendo riscos a pedestres e moradores da região, especialmente a quem passa pela avenida. A estrutura fica em uma das áreas mais valorizadas da cidade, impulsionada pelo crescimento da construção civil.
A construção chama a atenção de quem passa pela avenida. Em 2022, quando a obra ainda estava em andamento, as vigas de concreto começaram a “ondular”, o que levantou suspeitas de falhas na engenharia responsável pela construção. Os anos passaram, o eventual conserto ou a demolição do imóvel não aconteceram, e o esqueleto do “prédio torto” acabou se tornando parte da paisagem.
Diante da falta de providências dos proprietários, a prefeitura explica que agiu de forma preventiva para proibir o acesso e a permanência de pessoas no imóvel. Como medida imediata de proteção, a Secretaria de Obras de Balneário Piçarras fechou todo o perímetro da construção.
Perrengue na Justiça
Apesar dos crescentes apelos da população pela derrubada do prédio deformado, a Prefeitura de Balneário Piçarras esclareceu que não pode simplesmente demolir a estrutura, pois precisa respeitar os procedimentos legais.
O caso já está na Justiça. Há uma ação civil pública em andamento, movida pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), na qual os proprietários deverão ser citados formalmente para cumprir as determinações judiciais referentes à demolição da estrutura.
A coordenadora interina da defesa Civil, Carla Krug, reforça que o acompanhamento do imóvel é constante.
“A defesa Civil atua de forma preventiva, principalmente quando identifica situações que podem colocar pessoas em risco. Essa é a terceira interdição do imóvel. Paralelamente, a prefeitura busca, por meio da Justiça, uma solução para o abandono da obra”, destacou.
A prefeitura informou ainda que já aplicou todas as sanções administrativas previstas na legislação urbanística municipal. O órgão orienta a população a manter distância do perímetro e acionar os órgãos competentes caso identifique alguma irregularidade ou situação de risco no entorno.