MP denuncia guarda-vidas que agrediu e matou o próprio tio
Quase nove meses após a agressão que resultou na morte de Edival Alfredo Rodrigues, de 68 anos, o ministério Publico denunciou o sobrinho da vítima por lesão corporal seguida de morte. O crime aconteceu no dia 11 de janeiro deste ano, no bairro São Cristóvão, em Barra Velha, após uma discussão envolvendo um cachorro.
Segundo a investigação, o sobrinho, que trabalhava como guarda-vidas civil, teria atingido o tio na cabeça com um pedaço de madeira. Gravemente ferido, Edival ficou internado por 28 dias, mas não resistiu às complicações e morreu em 7 de fevereiro, em um hospital de Joinville. Ele foi sepultado no cemitério do Itapocu, em Araquari.
Na denúncia, o ministério Público enquadrou o caso como lesão corporal seguida de morte, e não homicídio. Para a acusação, o sobrinho teria agido com a intenção de ferir o tio, mas sem querer matá-lo ou assumir o risco de provocar sua morte.
O caso foi inicialmente registrado pela polícia Militar como injúria e lesão corporal leve. Na ocasião, os policiais justificaram a classificação pela impossibilidade de ouvir Edival, que já havia sido levado inconsciente ao hospital.
Com o agravamento do estado de saúde do idoso, a família contestou o registro policial. A polícia Civil assumiu as investigações e instaurou inquérito para apurar uma possível tentativa de homicídio, enquanto Edival ainda estava internado.
Familiares revoltados
Sara Rodrigues, filha da vítima e que vive no exterior, questionou o fato de o pai ter sido atingido na cabeça e a ocorrência ter sido registrada como lesão leve. A família também relatou que não teria sido informada pela polícia sobre a agressão.
Segundo os parentes, Edival e o sobrinho moravam no mesmo terreno, e os filhos defendiam que o agressor deveria ter sido preso em flagrante.
Na época, a nora Kenia Mahara também manifestou ao portal a revolta da família e cobrou justiça. Edival deixou três filhos e três netos.
Após o episódio, o sobrinho foi afastado da função de guarda-vidas civil pelo Corpo de Bombeiros Militares, embora a agressão tenha ocorrido fora do horário de trabalho.