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Mais de 160 pinguins são encontrados mortos em praias de São Francisco do Sul

Mais de 160 pinguins-de-magalhães foram encontrados mortos nas praias de São Francisco do Sul, no Litoral Norte de Santa Catarina, ontem (12). O levantamento foi feito por técnicos da Univille, responsáveis pelo PMP-BS (Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos) na região.

Os pinguins foram encontrados no trecho entre a Praia Grande e o Ervino, que abrange cerca de 26 quilômetros de faixa de areia. Além das carcaças, um pinguim foi encontrado vivo, mas debilitado.

Durante a tarde, outros três foram resgatados nas praias de Itaguaçu, Forte e Ervino, após acionamentos feitos por moradores. Imagens registradas por frequentadoras da Praia Grande mostram a quantidade de animais espalhados pela areia.

Migração e desgaste deixam pinguins vulneráveis

O aparecimento de pinguins-de-magalhães no litoral brasileiro está relacionado ao ciclo migratório da espécie. Durante o inverno, especialmente entre junho e setembro, as aves deixam colônias na Argentina, nas Ilhas Malvinas e no Chile em busca de alimento nas águas do Sul e Sudeste do Brasil.

Os juvenis são os mais encontrados nas praias, pois enfrentam o primeiro ciclo migratório e estão mais vulneráveis a ameaças naturais e humanas.

“Devido ao desgaste da viagem migratória, muitos pinguins juvenis chegam aqui no Litoral Norte catarinense com um quadro clínico crítico e muitos, a grande maioria encalha sem vida”, explica nota técnica do PMP-BS/Univille.

Segundo os profissionais, os animais podem apresentar anemia, desnutrição severa, hipotermia e desidratação. A ingestão de lixo e o emalhe em redes de pesca também representam riscos.

Animais passam por avaliação e tratamento especializado

Pinguins encontrados vivos e debilitados são encaminhados à Unidade de Estabilização de Animais Marinhos da Univille para tratamento especializado.

Já as carcaças em boas condições são submetidas à necropsia para investigar a causa da morte. Quando estão em estágio avançado de decomposição, o procedimento padrão é o enterro na areia.

Durante o monitoramento de ontem (12), 72 carcaças em decomposição avançada foram identificadas no início da Praia Grande. Após a avaliação, a equipe solicitou apoio da prefeitura para disponibilizar maquinário e realizar o enterro adequado, evitando riscos à saúde pública.