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Lula é reeleito presidente e vence Flávio Bolsonaro em disputa voto a voto

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito neste domingo (25) para um novo mandato de quatro anos. Com 94,93% das urnas apuradas, Lula tem 51,72% dos votos válidos, contra 48,28% do senador Flávio Bolsonaro (PL), e já está matematicamente eleito, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Pouco antes, às 21h06, com 91,95% das seções apuradas, o petista somava 58.717.861 votos, contra 55.023.647 do adversário, uma vantagem de 3,7 milhões. O instituto Datafolha já havia projetado a vitória de Lula às 20h53.

Resultado final (22h34): com 100% das seções apuradas, Lula terminou com 51,78% dos votos válidos (64.252.824 votos), contra 48,22% (59.824.515) de Flávio Bolsonaro, segundo dados do TSE divulgados pela Bloomberg Línea. A diferença foi de 4.428.309 votos. Os votos em branco somaram 1,12%, e 128,2 milhões de eleitores compareceram às urnas, 80,8% dos aptos.

Esta é a quarta vez que Lula vence uma eleição presidencial. Ele já havia sido eleito em 2002, reeleito em 2006 e voltou ao Planalto em 2022.

Apuração voto a voto

A contagem foi marcada por trocas de liderança. Flávio passou à frente no início da noite, com cerca de 14% das urnas apuradas, e chegou a ampliar a vantagem até perto de 30%. Por volta das 20h26, os dois apareceram empatados, com 50,00% cada. Lula retomou a liderança logo depois e foi ampliando a diferença: às 20h45, com 71,24% das urnas, tinha 50,95% contra 49,05%, vantagem de 1,7 milhão de votos.

O que dizem os dois lados

Em seu primeiro pronunciamento após a vitória, Lula disse que, a partir de agora, não tem mais "adversário". "Tenho que governar para 215 milhões [de brasileiros], para todas as cidades", afirmou, segundo a Bloomberg Línea. O presidente também disse que precisou vencer a "intromissão que vinha de fora através de plataformas digitais" e defendeu regular as redes sociais.

Flávio Bolsonaro acompanhou a apuração no QG da campanha, ao lado do governador Tarcísio de Freitas. Em pronunciamento por volta das 22h50, o senador afirmou que é "impossível reconhecer o resultado dessa eleição", criticou a prorrogação da votação decidida pelo ministro Cristiano Zanin, do STF, e disse que sua campanha vai pedir ao TSE a anulação do pleito. Ele também afirmou que fiscais do PL foram retirados da sala-cofre, acusação que, segundo o InfoMoney, não foi comprovada. Leia mais.

Votação marcada por polêmicas

O segundo turno teve episódios que viraram alvo de questionamento, como a falta de ônibus em Salvador, investigada pela Polícia Federal, e a decisão do ministro Cristiano Zanin de prorrogar a votação em alguns locais, que foi travada por sete tribunais regionais eleitorais, entre eles o de Santa Catarina.

A reação do mercado foi imediata: segundo a Bloomberg Línea, o dólar disparou no mercado futuro após a projeção da vitória de Lula. A posse do presidente eleito está prevista para o início de janeiro de 2027.