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Idosa de 75 anos morre horas após receber alta hospitalar depois de atropelamento

Uma tragédia que começou com um atropelamento em plena área central de Lages, na Serra Catarinense, terminou com a morte da aposentada Anita Fontanive de Souza, de 75 anos, conhecida carinhosamente como Nitinha.

A idosa foi atingida por um Volkswagen Parati que invadiu o calçadão da Praça João Costa, na sexta-feira (16). Apesar da gravidade da ocorrência, ela recebeu atendimento hospitalar e foi liberada no mesmo dia. Horas depois, passou mal em casa, sofreu uma parada cardiorrespiratória e morreu.

O caso provocou forte comoção entre familiares, amigos e moradores, que passaram a questionar as circunstâncias da alta hospitalar.

Atropelamento foi registrado por câmera de segurança Imagens de uma câmera de monitoramento de um estabelecimento comercial registraram o momento em que o veículo invadiu o calçadão e atingiu a aposentada.

Segundo as informações divulgadas inicialmente, o motorista teria sofrido um mal súbito enquanto dirigia, perdendo o controle do automóvel. Essa hipótese ainda depende de confirmação oficial.

Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas e encaminharam a vítima, consciente, ao Hospital Nossa Senhora dos Prazeres.

Idosa passou mal após receber alta Depois de receber atendimento médico, Nitinha foi liberada e retornou para sua residência, no bairro Tributo.

Entretanto, ao chegar em casa, seu estado de saúde se agravou. A aposentada sofreu uma parada cardiorrespiratória e precisou ser levada novamente ao hospital, onde morreu.

A sequência dos acontecimentos levantou questionamentos sobre os critérios utilizados para a liberação da paciente.

Até o momento, não há informações suficientes para estabelecer se a morte foi consequência direta dos ferimentos provocados pelo atropelamento ou se houve alguma falha no atendimento hospitalar.

Moradores cobram explicações Nas redes sociais, a notícia da morte provocou indignação. Internautas questionaram por que uma paciente idosa, vítima de atropelamento, teria recebido alta poucas horas depois da ocorrência.

Alguns moradores classificaram a situação como possível negligência e cobraram esclarecimentos da unidade hospitalar.

Entretanto, não existe, até o momento, comprovação de negligência médica, e a avaliação sobre eventual falha depende de análise técnica, prontuários e investigação das circunstâncias do atendimento.

Nitinha tinha planos de viajar para a Itália Além da indignação, a morte da aposentada deixou familiares e amigos profundamente abalados.

Segundo o relato de uma amiga, na terça-feira anterior ao acidente, Nitinha participou de uma comemoração de aniversário, cantou ao microfone e comentou, animada, sobre uma viagem que pretendia fazer à Itália.

O relato tornou a despedida ainda mais dolorosa para quem convivia com a aposentada.

A mulher que poucos dias antes celebrava a vida e fazia planos para o futuro teve sua trajetória interrompida de maneira inesperada.

Caso exige esclarecimentos A morte de Anita Fontanive de Souza levanta questionamentos que precisam ser esclarecidos, especialmente sobre seu quadro clínico no primeiro atendimento, os exames realizados e as condições em que recebeu alta.

Também é necessário esclarecer as circunstâncias do atropelamento e a eventual relação entre os ferimentos e a parada cardiorrespiratória.

O caso reforça a importância da transparência na apuração de ocorrências que envolvem vítimas de acidentes e atendimento hospitalar.