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Hospital Ruth Cardoso informa que surto de bactéria na UTI está controlado e não há novos casos

O Hospital Municipal Ruth Cardoso informou que o surto da bactéria acinetobacter identificado na UTI Adulto no sexta-feira, 25, está controlado e que não foram registrados novos casos desde então. A situação veio a público na terça-feira, 29, após denúncia do vereador Marcelo Achutti (MDB).

Em entrevista ao Jornal da Menina, o diretor médico da unidade, Dr. André Vicente D’Aquino, informou que o caso se trata de uma bactéria nosocomial, ou seja, comum em ambientes hospitalares e encontrada em hospitais de todo o mundo, em maior ou menor quantidade.

A identificação ocorreu durante as visitas diárias da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH). Na semana passada, a equipe registrou algumas ocorrências e, na sexta-feira, o enfermeiro responsável acionou a direção após a confirmação de quatro casos, o que acendeu o alerta para um possível surto.

Segundo o diretor, foram adotadas todas as medidas assistenciais e administrativas previstas em protocolo. Os pacientes foram mantidos em isolamento de contato, com uso de aventais e materiais descartáveis e exclusivos.

De acordo com atualização repassada pela Coordenação Médica nesta quarta-feira, 30, restam “dois pacientes colonizados” (que seguem com a bactéria, mas sem apresentar sintomas). Segundo o hospital, o número não caracteriza mais um surto, e não houve novos casos desde a adoção das medidas de controle.

Ainda conforme a unidade, não houve agravamento do estado de saúde de pacientes em decorrência da bactéria e nenhum servidor foi infectado.

“Tudo isso contextualiza um serviço funcionando de pronto atendimento, que identificou, constatou, confirmou e já fez as validações dos processos necessários para conter tudo isso”, completou D’Aquino.

O hospital reforçou que a bactéria não é transmitida pelo ar e, por isso, não há risco de transmissão para pacientes de outros setores da unidade. A direção também afirmou que não houve agravamento clínico ou prejuízo aos pacientes internados.

“Não existe nenhum agravamento ou alguma questão a mais no contexto geral do que acontece dentro do hospital quando a gente identifica essa bactéria. Não existiu isso. Foi realmente uma identificação e contenção, sem nenhum prejuízo”, afirmou o diretor.

D’Aquino explicou que, caso não houvesse identificação e controle, poderia ocorrer a “colonização indiscriminada”, aumentando o risco de meningite e do agravamento de infecções, principalmente entre pacientes com imunidade reduzida, perfil comum em setores de alta complexidade, como a UTI.

A UTI segue realizando novas internações normalmente, mas mantém a restrição de contato por mais alguns dias, até que haja segurança para o retorno às condições habituais. O Estado e a Vigilância Sanitária foram comunicados ainda na sexta-feira.