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El Niño pode atingir pico no fim de 2026 e seguir forte em 2027, prevê NOAA

O El Niño deve continuar ganhando força até o fim de 2026 e permanecer intenso nos primeiros meses do próximo ano. A projeção da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) voltou ao centro das atenções na quinta-feira (15), quando a agência divulgou uma previsão para o inverno norte-americano que considera a influência do fenômeno sobre as temperaturas e as chuvas.

O boletim específico sobre o El Niño, publicado em 8 de outubro pelo Centro de Previsão Climática (CPC), ligado à NOAA, aponta 83% de probabilidade de um episódio de intensidade histórica entre outubro e dezembro. A estimativa considera a possibilidade de o fenômeno superar a força de eventos registrados desde 1950.

A agência também calcula em mais de 83% a chance de o El Niño permanecer forte ou muito forte entre janeiro e março de 2027. A evolução depende das condições do Oceano Pacífico e da interação entre o oceano e a atmosfera.

Previsão aponta mudanças no inverno dos EUA A nova perspectiva climática divulgada pela NOAA na quinta-feira (15) indica maior probabilidade de temperaturas acima da média em áreas do Norte dos Estados Unidos durante o inverno, entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027.

Para as chuvas, o cenário é diferente conforme a região. A agência prevê maior probabilidade de precipitação acima da média em áreas do Sul, do Sudoeste à Flórida, e ao longo da costa Leste. Em partes do país afetadas pela seca, a chuva pode contribuir para melhorar as condições, embora volumes excessivos também elevem o risco de inundações repentinas e deslizamentos.

O El Niño altera a circulação atmosférica e influencia a trajetória de sistemas meteorológicos. Os efeitos, porém, não são iguais em todas as regiões, e as previsões sazonais indicam tendências e probabilidades, não a ocorrência garantida de eventos específicos.

Impactos no Brasil No Brasil, o El Niño aumenta a probabilidade de chuva acima da média na Região Sul, mas os efeitos variam conforme a época do ano e as condições atmosféricas.

Em outubro, episódios de chuva intensa já provocaram transtornos em diferentes estados. No Paraná, 16 das 47 estações meteorológicas monitoradas pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), haviam registrado, nos primeiros 12 dias do mês, volumes superiores à média histórica de outubro. Em Foz do Iguaçu, o acumulado chegou a 372,4 milímetros no período.

No Rio Grande do Sul, a Defesa Civil manteve o monitoramento do nível do rio Uruguai e alertou para o risco de inundação entre São Borja e Uruguaiana. Em São Paulo, as chuvas de 14 de outubro provocaram alagamentos, deslizamentos e a morte de uma mulher de 47 anos na zona norte da capital.

Em Santa Catarina, a previsão de um El Niño forte reforça a necessidade de acompanhar o comportamento das chuvas, mas os episódios recentes não podem ser atribuídos diretamente ao fenômeno sem uma análise específica.