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El Niño deve atingir maior intensidade em dezembro e durar até 2027, diz OMM

O El Niño deve continuar se intensificando e tem quase 100% de chance de persistir até fevereiro de 2027, segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM). O fenômeno pode estar entre os mais fortes registrados desde pelo menos 1950 e deve atingir o pico em dezembro deste ano.

De acordo com a Atualização Climática Sazonal Global mensal, o fortalecimento do El Niño pode provocar temperaturas acima da média em grande parte do mundo e alterar os padrões de chuva em diferentes regiões. O fenômeno também influencia o clima do Brasil e de outros países da América do Sul.

A previsão foi apresentada pela secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, durante o Fórum Global de Calor, em Bangkok. Segundo ela, o El Niño não cria calor novo no planeta, mas libera o calor que já estava armazenado abaixo da superfície do oceano.

“O El Niño não adiciona calor novo ao planeta. Ele libera o calor que o oceano já vem armazenando abaixo da superfície, e é por isso que um evento forte muitas vezes resulta em um dos anos mais quentes já registrados, como foi o caso de 2024″.

A estimativa é baseada no consenso de 13 centros internacionais, localizados em países como Estados Unidos, Japão, Reino Unido e Índia. Para elaborar as previsões, os centros utilizam informações de boias oceânicas, satélites e radiossondas, equipamentos usados para medir condições da atmosfera.

Influência em outros oceanos Além do Pacífico, outras regiões dos oceanos também contribuem para a previsão. Uma parte do oceano Índico deve registrar aumento de temperatura, o que pode influenciar os padrões de chuva e provocar uma elevação de 0,5 °C na região.

O que é o El Niño? O El Niño é um fenômeno natural caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do oceano Pacífico. Esse aquecimento altera temporariamente a distribuição de umidade e calor no planeta, afetando principalmente as regiões tropicais, localizadas entre os trópicos de Câncer e de Capricórnio.

As mudanças provocadas pelo fenômeno podem influenciar as temperaturas e os padrões de chuva em diferentes partes do mundo, incluindo o Brasil e outros países da América do Sul.