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Condenado por estupro é alvo de operação que investiga fraude em sistema nacional da Justiça

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) realizou, na manhã desta terça-feira (3), a Operação Crackers em Joinville e Penha, no Litoral Norte de Santa Catarina. A ação investiga uma possível negociação para alterar dados do sistema nacional da Justiça e esconder um mandado de prisão contra um homem condenado por estupro de vulnerável.

A suspeita é de que os envolvidos tenham tentado fazer com que a ordem de prisão deixasse de aparecer nas consultas ao Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP), plataforma que reúne informações sobre prisões e medidas judiciais em todo o país.

Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão nos dois municípios. Em Penha, também foi cumprido um mandado de prisão contra o condenado. A ordem foi expedida pela 2ª Vara Criminal de Blumenau.

Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), um dos investigados teria atuado como intermediário em uma negociação para modificar os registros do BNMP. O possível acordo envolveria o próprio condenado e outra pessoa, que seria responsável por realizar a alteração dos dados.

A intenção seria impedir que consultas ao sistema pelo nome do homem identificassem a existência do mandado de prisão. A investigação, no entanto, ainda apura como a negociação teria ocorrido e se a alteração chegou a ser realizada.

Caso surgiu durante investigação em presídio A Operação Crackers é um desdobramento da Operação Cavalo de Troia, que investigava a entrada irregular de relógios inteligentes, conhecidos como smartwatches, em uma unidade prisional.

Durante essa investigação, os investigadores encontraram indícios da possível negociação para esconder o mandado de prisão no sistema nacional. As informações levaram à abertura de uma nova frente de apuração.

A operação contou com o apoio do 8º Batalhão de Polícia Militar e do 1º Batalhão de Pronta Resposta da Polícia Militar. Representantes do Sistema Estadual de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil em Santa Catarina (OAB/SC) também acompanharam a ação.

Os materiais apreendidos serão encaminhados à Polícia Científica para análise. O Gaeco pretende examinar as informações para esclarecer como a tentativa de fraude teria funcionado e identificar a participação de cada possível envolvido.

A investigação tramita sob sigilo. Novas informações poderão ser divulgadas após a liberação dos autos.