Comunicador sofre agressão homofóbica na praia Central em Balneário Piçarras
Um profissional da área de marketing digital - ou social media, como também é chamado - foi agredido na noite de ontem, na orla de Balneário Piçarras, e denuncia ter sido vítima de homofobia. Ele levou golpes e sofreu arranhões no rosto após ser atacado por uma mulher desconhecida na avenida José Temístocles de Macedo, a beira-mar, por volta das 22h, na praia central, onde estava acompanhado de um amigo.
“Nós jantamos em Balneário Piçarras, deixamos o restaurante e fomos para a praia. Quando estávamos saindo, eu fui pegar o meu carro, essa mulher surgiu do nada, com insultos homofóbicos. Me chamou de viado de bosta, veio para cima e me agrediu no rosto”, contou o comunicador, que pediu para não ser identificado.
“Ela ainda perguntou porque eu estava ‘agarrado na praia’ e questionou o que os filhos iriam pensar se vissem a cena. Estávamos apenas juntos e ele inclusive saiu antes de mim, não viu a cena da agressão. Eu fiquei paralisado”, relatou.
Segundo o profissional, duas jovens presenciaram a violência e conseguiram intervir. “Duas moças testemunharam a cena, vieram em minha direção, e interviram. Ela já estava me agredindo quando as moças puxaram”, reforçou.
Morador de Barra Velha, o social media acredita que só não sofreu ferimentos mais graves porque as testemunhas conseguiram afastar a agressora. “Ela era loira e alta, mas eu não a identifiquei”, continuou.
A vítima pretende registrar um boletim de ocorrência nesta terça-feira, na Polícia Civil de Barra Velha, e solicitar imagens de câmeras de segurança da região. Também fará exame de corpo de delito por causa dos ferimentos no rosto.
Além da homofobia, o comunicador acredita que a agressão possa ter motivação política. Segundo ele repassou ao DIARINHO, a mulher tinha adesivos de Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à presidência da República, no carro.
“Eu nunca imaginei passar por isso. Além do ataque homofóbico, há a questão política”, reforçou.
A presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) em Barra Velha, professora Elizabete Tamanini, informou que colocou a assessoria jurídica do partido à disposição do comunicador. Na avaliação da dirigente, o episódio apresenta características de crime de ódio político e homofobia.
“Entrei em contato com nossa assessoria jurídica e também com o advogado dos Direitos Humanos de Joinville. Não vamos permitir nenhum tipo de violência contra nossas vidas”, comentou Elizabete.